segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Estrelas do Mar! Faça sua parte e evite matá-las sem saber.

Sempre que viajo para cidades litorâneas, vejo pessoas próximas aos costões rochosos, ou até mesmo nos recifes coralinos (mar adentro) retirando alguns animais da água para tirar fotos. Dentre eles estão ouriços do mar, estrelas do mar, pepino do mar, etc...

Uma coisa talvez comum para os outros, já que "não estão causando nenhum dano ambiental", mas esta não é bem a verdade. Há estudos relacionando a retirada da estrela do mar da água, com a alta taxa de mortandade após um certo tempo.

Normalmente nos períodos de baixa temporada, ocorre uma alta taxa de mortalidade das estrelas marinhas nacionais, fato este que levou alguns pesquisadores buscar informações do que causam este "tragédia".


Echinaster brasiliensis - Foto Reprodução - Internet
Após um tempo, conseguiram descobrir que ao retirar a estrela da água, deixando esta em contato direto com o ar atmosférico, seus pequenos poros (nome correto: madreporitos) acabavam ficando entupidos, e atrapalhando assim, o sistema circulatório delas, já que nestes animais (Classe Asteroidea) este sistema junto com o sistema de transporte de nutrientes e gases, são feitos no sistema ambulacrário, na qual a água entra pelos madreporitos e em seguida encaminhados para diversos canais pelo corpo do animal, até chegar aos pés ambulacrários.







Echinaster brasiliensis - Foto reprodução - Internet
Echinaster brasiliensis (estrela vermelha - Vide foto ao lado), endêmica do nosso litoral, entrou na lista do IBAMA, pois em locais com muito "ecoturismo", as pessoas a tiravam da água para fotografa-las na mão.. e meses depois a coitada acabava morrendo por "entupimento" do seu sistema ambulacral, responsável por transporte de nutrientes, excreção e respiração..

Se os principais sistemas destes animais forem bloqueados, leva a falência dos indivíduos, e este tardando entre 4-6 meses. Já que a alta temporada se dá entre novembro e fevereiro, por volta dos meses de junho-agosto foi possível ver uma maior morte dos animais.



Fonte: BrasilReef - O seu fórum de Aquarismo

Texto por: Humberto R. Junior.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Vídeo acelerado mostra vida secreta de grande barreira de corais.

Nas profundezas do Oceano Pacífico, mora o maior ser vivo do mundo, a Grande Barreira de Corais da Austrália.
O professor Pim Bongaerts, do Instituto para Mudanças Climáticas da Universidade de Queensland, documentou durante cinco anos o movimento, a comunicação e até as violentas interações desse organismo.
Corais disputam espaço | Foto: BBC
Em um trecho do vídeo, corais disputam espaço
Ele conta que o projeto começou motivado por uma frustração pessoal. Bongaerts diz que, como ele, milhares de mergulhadores só veem os corais em uma posição estática, como se eles não fossem seres vivos.
O professor então decidiu registrar em vídeo o movimento dessas imensas criaturas. O resultado é impressionante.
Utilizando uma técnica de câmara rápida, Bongaerts conseguiu observar cada detalhe desse animal tão colorido e cheio de segredos.
Para Bongaerts, o registro pode ajudar a mostrar os riscos enfrentados pelos corais em um período curto de tempo.

O vídeo pode ser acessado Aqui.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-25762906

sábado, 18 de janeiro de 2014

Abelhas cibernéticas - Uma aposta para ajudar a salvar o Meio Ambiente!

     A imagem abaixo parece ter sido alguma montagem né? Errado! Trata-se de um estudo da University of Tasmania, Austrália, na qual  adicionaram um microchip para fazer um estudo do comportamento das abelhas, e quem sabe com isso tomar medidas para salvar o Meio Ambiente.


Why is this bee wearing a tiny surveillance device?
     O microchip (RFID), que possui 2.5mm pode mostrar a rotina das abelhas australianas para os pesquisadores, mostrando onde vão, o que comem, e quando comem. Esse estudo leva em conta, a questão da segurança alimentar. As abelhas vem sendo muito afetada, diminuindo a população delas, e em consequência diminui a polinização de diversas espécies de plantas, o que pode significar  "fome" para os humanos. Os insetos de modo geral, fertilizam muitas das nossas culturas de alimentos básicos, e sem sua ajuda nossas fazendas serão significativamente menos produtivas.

     O grupo de pesquisadores é liderado pelo brasileiro Paulo de Souza, que é chefe científico da empresa CSIRO, e passaram então a monitorar as abelhas, que são anestesiadas e então colam o microchip em suas costas. 

     Próximo das colmeias das abelhas, fica uma central que recebe todos os dados das abelhas (aproximadamente 5.000 já foram equipadas). Todas estas informações permitem os pesquisadores saber se elas estão entrando em contato com alguma substância tóxica, ou se há algum predador ativo na região, e claro, conhecer todo o comportamento das abelhas. A escolha das abelhas foi pelo fato delas voltarem sempre para um local fixo (colmeia).


     Ao conhecer seus hábitos, os cientistas esperam reconhecer rapidamente quando a sua atividade apresentar alguma variação e identificar a causa.
     Os sensores são capazes de gerar energia a partir do bater de asas dos insetos, o que dá a eles potência suficiente para transmitir informações em vez de apenas armazená-las até que atinjam um registrador de dados.
     Com isso passamos a perceber que monitorar animais podem trazer bons resultados e auxiliar no desenvolvimento de técnicas que diminua a mortandade dos insetos.

Fonte: http://www.abc.net.au/news/2014-01-15/scientists-fit-tiny-sensors-to-bees-to-study-population-decline/5199862

Lista com 17 criaturas marinhas bem espantosas!

As águas do planeta Terra escondem a maior parte da biologia, com muitas espécies ainda desconhecidas. A cada exploração, novos seres são descobertos, incluindo alguns no mínimo bizarros – como os de profundidade muito grande, que praticam a bioluminescência e possuem uma aparência monstruosa. Veja aqui mais 17 criaturas que provavelmente você ainda não conhece!
17 – Anêmona Vênus
A anêmona voadora Vênus, que vive a 1.500 metros da superfície do Golfo do México, é apenas uma entre as milhares de espécies catalogadas pelo projeto Censo da Vida Marinha, que dura já uma década.
16 – Crustáceos de água profunda
Esse é um copépode (Gaussia princeps) que vive em águas muito profundas. Os crustáceos ocupam um lugar de destaque na variedade incrível de espécies oceânicas, compondo quase 50% de todas as conhecidas.
15 – Polvo
Um polvo de águas profundas. Parte do filo Mollusca, que inclui os invertebrados como as lulas e polvos, vêm em segundo no número de espécies marinhas, perdendo apenas para os crustáceos. Esse ser foi encontrado a 2.700 metros de profundidade no Golfo do México.
14 – Anfípoda
Um anfípoda, mais um tipo de crustáceo de águas profundas.
13 – Água-viva Foster
Essa espécie é chamada de Foster devido ao Dudley Foster, piloto da marinha americana que coletou o primeiro exemplar. Essa água viva é comum na linha meso-atlântica que separa as placas tectônicas. (não consegui encontrar o nome científico)
12 – Lula
A lula Histioteuthis bonellii abriga profundidades entre 500 e 2.000 metros. Ela passa a vida inteira em completa escuridão.
11 – Água-viva bioluminescente
Uma água viva das profundezas. Quando atacada por um predador, usa a bioluminescência para “gritar” por ajuda. Essa foto foi tirada no leste da ilha japonesa de Izu-Oshina, a 805 metros.
10 – Peixe-sapo
Histrio histrio é membro da família dos peixes-sapos, um pequeno gupo de peixes globulares, com barbatanas peitorais e uma boca grande acima da cabeça. Ele vive tipicamente em águas abertas. Apesar de ser capaz de nadar rápido, ele geralmente usa seu braços para “rastejar” pelo assoalho marítimo.
9 – Pepino do mar
Elpidia belyaevi, uma nova espécie de pepino do mar que vive no fundo do oceano Ártico.
8 – Minhoca zumbi
A minhoca zumbi (Osedax roseus) se enterra fundo dentro de ossos de baleia e os devora como fonte de energia. Todos os machos da espécie são anões e vivem como cativos dentro de tubos gelatinosos ao redor das fêmeas. Esse arranjo bizarro permite uma fertilização muito eficiente dos ovos.
7 – Bolha marinha
“Bolha de papel com linhas vermelhas”, do Japão, uma nova espécie descoberta na carcaça de uma baleia, no fundo do oceano. Seus pequenos olhos – os dois pequenos pontos pretos – são protegidos por espécies de asas.
6 – Peixe dragão
Imagine morar em um local do mar onde é permanentemente escuro, frio e com pouca comida. Muitos animais dessa profundidade podem ficar sem comida por semanas ou até meses. Se você encontra algo pra comer, você se mata por isso – daí os dentes gigantes de muitos peixes das profundezas. Esse possui até na língua! Sorte que são “apenas” do tamanho de uma banana, mas imagine um tubarão assim!
5 – Peixe-bolha
Psychrolutes microporos vive em profundidades de 1.013 até 1.340 metros. Essa foto foi tirada na Nova Zelândia, em 2003.
4 – Lula vampiro
Vampyroteuthis, ou a lula vampiro, é um cefalópode que vive na zona de menor oxigênio da Bahia de Monterey, na Califórnia, EUA, em profundidades de 600 a 900 metros.
3 – Caracol marinho
Alviniconcha sp. habita locais profundos com fossas de água quente. Esse indíviduo provavelmente é uma nova espécie, já que foi o único descoberto até hoje. Onde estão seus parentes?
2 – Leptocheliidae
O macho da nova espécie Leptocheliidae, coletado na Austrália.
1 – Hidromedusa
Uma nova espécie de hidromedusa, a Bathykorus bouilloni, comum abaixo dos 100 metros de profundidade. Centenas dessas criaturas foram observadas por um veículo de controle remoto no Ártico. 

Fonte: livescience.com

Baleias mudam seu comportamento para evitar sons que são emitidos pelos sonares navais.

Pesquisadores do Instituto Oceanográfico Woods Hole (Massachusetts, EUA)  realizaram um trabalho e concluíram que o uso de sonares navais vem afetando o comportamento e movimento de baleias.
 A espécie usada no experimento é conhecida como Baleia Bicuda, é da família Ziphiidae, espécie: Berardius bairdii e possui um formato bem parecida com os golfinhos pelo formato da boca
A pesquisa consistiu numa série de experimentos onde o nível do sonar era aumentado gradativamente e as baleias eram marcadas e monitoradas. Logo que as baleias apresentavam alguma resposta, o nível de exposição ao sonar era medido e as respostas das baleias eram definidas. Foram monitoradas no período de funcionamento do sonar da marinha americana. Durante os exercícios, as baleias-bicudas foram detectadas principalmente a 16 km, em média, do centro de transmissão do sonar. Uma vez que os exercícios paravam, as baleias voltavam gradualmente à região central dentro de 2 a 3 dias.. O estudo levou anos para conseguir associar exercícios navais ao massivo encalhe de diversas espécies de baleias.
Os autores acreditam que as baleias-bicudas são particularmente sensíveis a sons e que a alteração do comportamento pode ser vista mesmo quando expostas a níveis de emissão menores ao que era esperado antes da pesquisa. Quando as baleias foram expostas experimentalmente a sons emitidos por gravações durante sua alimentação em profundidade, estas deixavam de se alimentar e faziam movimentos não usuais de subidas longas e lentas à superfície, afastando-se da fonte sonora. As emissões de sonar podem interromper o comportamento normal das baleias o que pode aumentar o risco de futuros encalhes. Os autores deste estudo sugerem um monitoramento adequado pode ajudar a reduzir a possibilidade de esses animais morrerem encalhados nas praias.
Há ações nossas que não parecem que estão causando tanto mal, já que são coisas que não vemos.  Quantos outros animais não são prejudicados pelo mesmo motivo.

Fonte: Tyack, P.; Zimmer, W.M.X.; Moretti, D.; Southall, B.L.; Claridge, D.E.; Durban, J.W.; Clark, C.W.; D’Arnico, A.; DiMarzio, N.; Jarvis, S.; McCarthy, E.; Morrissey, R.; Ward, J. & Boyd, I.L. 2011. Beaked whales respond to simulated and actual navy sonar. Plos One 6 (3): e17009.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Como é o olfato dos felinos

Fonte: pegadascaesegatos.blogspot.com
O comportamento de olfato já começa a se manifestar logo após o nascimento, com isso ele garante a sua sobrevivência, pois é através dele que ele identifica a sua mamãe e principalmente a tetinha recheada de leite. Se ele é afastado de sua mãe mesmo com dias ele consegue retornar ao ninho somente pelo cheiro.

Após três semanas de vida o olfato já não é tão fundamental para a sua sobrevivência.

No adulto felino o olfato é utilizado mais como um instrumento social do que para a caça, esse é um dos comportamentos que diferencia os cães dos gatos.

No caso dos cães o olfato é fundamental para caça, eles possuem muitos bulbos olfativos que permitem sentir odores que nós humanos nem sequer podemos imaginar, já os nossos amigos felinos… Possuem quase a mesma quantidade que os nós, a quantidade é de cerca de 67 milhões de células, apenas 15 milhões a mais que nós.

O olfato é principalmente utilizado para reconhecimento de ambiente e comunicação entre outros gatos.

Entre os gatos o primeiro contato é cara a cara, aqueles famosos beijinho de gato, e em seguida cara ao ânus, e é assim que eles se cumprimentam e se cheiram.

Mas o que é de muita importância para os felinos são os odores ambientais, e é aqui que o olfato é exercido em sua plenitude.

Pois os gatos liberam ferormônios, especialmente os da bochecha, e são eles que determinam seu território, sua família e sua tranquilidade.

Para sentir esses odores os felinos exibem um comportamento chamado de Flehmen. O gato quando fareja uma fonte de odor específica normalmente toca com a ponta do nariz e as vezes com a língua, em seguida ergue a cabeça, mantém os lábios voltados para trás, o nariz enrugado e a boca parcialmente aberta para a inalação. Com isso ele abre os ductos nasopalatinos e libera odores para o orgão vomeronasal, esse é uma estrutura quimiorreceptora localizada no septo nasal.

Esse odor recebido é interpretado e a resposta pode ser através de um comportamento sexual, alimentar, social ou de defesa, dependendo do estímulo.

Ai você me diz, nunca vi um gato fazer isso! E eu te digo já viu sim, eles exibem muito esse comportamento em situações de estresse como ir ao veterinário por exemplo. Visualmente parece que o gato esta de boca aberta ou com calor. Através deste reflexo eles conseguem sentir mais profundamente os odores do ambiente.

E uma curiosidade sobre o olfato dos felinos é a sua repulsa por cheiro de naftalina. Eles odeiam!

Portanto para os felinos o olfato é utilizado como instrumento social, familiar e de território, por isso o seu cheirinho é tão importante para sua tranquilidade!


Fonte: http://sobrecaesegatos.com.br/2012/02/como-e-o-olfato-dos-felinos/

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Apresentação do Blog/Autor

Olá galera, sejam bem vindo à este blog.

Estou criando esta postagem, para que eu possa me apresentar.

Me chamo Humberto Rodrigues Junior, sou estudante de Licenciatura em Ciências Biológicas, na Universidade Federal de São Carlos - USFCar, no campus de Araras-SP, faço parte da III-Turma (2011-2015). 

Pensei em começar a escrever um blog na qual posso trabalhar alguns textos sobre coisas do dia a dia levando em conta a biologia das coisas, como é feito, tecnologias benéficas e maléfica para os seres, etc..

Pretendo escreve sobre várias áreas da Biologia, entre elas: Citologia (Biologia Celular), Embriologia, Histologia, Anatomia, Microbiologia, Botânica, Zoologia,Genética,Evolução, Ecologia, Paleontologia, Campo de Trabalho para biólogos, entre tantas outras. (Se esqueci de citar alguma área, e tiver interesse basta me enviar uma mensagem).

Espero que aproveitem e gostem dos textos que eu publicar.

Estarei aqui para ajudá-los.

Dúvidas, sugestões e críticas são bem vindas!